
Marco Túlio Cícero,romano de Arpinum,cidade ao sul de Roma,foi um orador brilhante.Advogado e político notável,nasceu em 106 a.C. Ocupou diversos cargos na administração romana.Como Questor controlou as contas públicas.Foi Edil Curul,Pretor e Consul em 63 a.C. Após ter sido declarado proscrito,juntamente com o seu irmão Quinto,veio a ser assassinado em 7 de Dezembro de 43 a.C. Com a aproximação das eleições de Outubro próximo e com a invasão de nosso lar e do nosso espaço de diversão pelo "parlapatar dolente para acalentar bovino",mais conhecido como "conversa mole pra boi dormir",achei oportuno colocar um pensamento desse formidável antepassado romano sobre a questão,que salvo melhor juízo,é a que mais ocupa a nossa atenção quando se trata de escolher a quem outorgaremos o mandato para nos representar junto aos poderes legislativo e executivo,que é a "Corrupção".
O célebre romano assim se exprime sobre ela:"Os membros de sua equipe,escolhidos por você,eram suas mãos;os prefeitos,secretários,oficiais de justiça,médicos,adivinhos,arautos eram suas mãos;quanto mais um deles estava ligado a você por parentesco,afinidade ou compromisso,tanto mais era considerado sua mão;aquela comitiva inteira,que fez mais mal à Sicília do que se fossem cem agrupamentos de escravos rebelados,era inquestionavelmente sua mão.Qualquer propina tomada por eles,não importa o destino,é preciso julgar que não somente foi dada a você,mas dada em dinheiro,nas suas mãos.Pois se esta defesa passar a ser válida - "Ele não recebeu nada pessoalmente" - convém suspender todos os processos de extorsão e peculato.Afinal,não haverá nenhum réu,por mais culpado que seja,que não possa usar essa defesa."(Verrinas,Segunda Ação contra Caio Verres,II,10.27).
Será que essa visão se aplica aos dias atuais em nosso País?
Talvez,a escolha de quem nos representa e governa,seja a maior ou uma das maiores e principais responsabilidades que assumimos como cidadão.Refletir sobre ela e sobre o que nos ensina Cícero,poderá ajudar a sanear nosso sistema de governo.
Não aprecio conversar sobre política porque nada ou quase nada de bom dela se pode falar.
Mas sobre Política,considerada a ciência das relações de poder público,gosto de ler o que nos ensinam,tal como Cícero,sobre a conduta ética no poder.
Abraços de um "pé de poeira"
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