segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tempestade!

Ao longe a ira da tempestade se faz ouvir.
Que chega como as Fúrias,tomando para si os espaços,
dardejando raios incandescentes ao som do rufar dos trovões em sincronismo quase marcial.

Precedida do Vento é depois acompanhada dos uivos,
que por entre o arvoredo torturado,sibilam ameaças,aumentando o palco caótico ao redor.

Calam os pássaros refugiados no arvoredo torturado,
quase arrancado não fossem poderosas ancoras fincadas na terra molhada!
Duram minutos eternos o banho da terra,que,
umedecida pelos céus compadecidos,
renova seu útero benfazejo.

A tarde vai morrendo e o espetáculo é mais intenso na escura mortalha da noite,
que cobre campos e vilarejos,
iluminada com os fogos olímpicos a correr na festa dos elementos.

Não cessa o ribombar zangado dos trovões!
Ameaçam os abrigados e riem dos refugiados.

Demora mas...aos poucos a insana fúria cede contrariada.
Seus gritos vão perdendo a sinistra rouquidão.

O Vento já sopra distante.
Já não se ouve os tambores celestes.
A água já não lava os batentes.

Pássaros deixam os abrigos para,
sentir o manso rescaldo que lhes oferece o frescor imaginado
e lhes tira o pó de mais um dia que se foi.

Cai a noite e é a vez do sibilar dos morcegos a preencher os vazios escuros,
nesta noite sem Lua,sem estrelas,pondo medo nas mentes obscuras.

A terra molhada adormece quieta,quente,morna,fertilizada,
berço tépido de novas promessas para amanhã.

Nenhum comentário: